quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Em que século você aprende?




“Ele é bom...mas não deixa ninguém falar”. Foi esse o comentário do jovem baiano que assistia um mini-curso em um seminário que participei recentemente. A fala daquele garoto me “transportou” de imediato a outro evento. De repente, estava com o pensamento no Congresso Nordestino de Extensão Universitária.Onde o prof Márcio Silva discorreu belamente sobre a necessidade de introduzir o conceito de interatividade em todas as áreas de conhecimento. O professor que ministrava o mini-curso do aluno “inquieto” tinha domínio sobre o assunto que estava apresentando, tinha uma boa oratória, mas... onde está a tão discutida interatividade?
A palavra interatividade há algum tempo faz parte das relações sociais moderna. As mídias são grandes propagadoras desse conceito, escutamos falar sobre TV interativa, sobre a interatividade na mídia eletrônica, mas... onde está a interatividade na educação? A EDUCAÇÃO É A BASE DE TUDO, porém ela encontra-se estagnada por séculos, em um sistema de ensino que permanece o mesmo por gerações. Duvida? Então pergunte a uma pessoa mais velha como eram as aula dadas em seu tempo, pergunte como elas eram no tempo dos pais dela, você pode até se deparar com as histórias da terrível palmatória, porém, o método de ensino de outrora se assemelham ao da atualidade.


A sala de aula é formada por um professor, detentor do conhecimento; e por alunos , receptores do conteúdo. É assim hoje, foi assim no século passado, e talvez seja assim por muito tempo. Mas, será que o aluno do começo do texto não tinha uma informação importante para acrescentar ao tema exposto? A troca de saberes e experiência não fazem parte do processo de aprendizado? Certa vez li um artigo onde o autor escreveu: que se uma pessoa dormisse durante anos e acordasse de repente, tudo lhe seria estranho... menos a sala de aula. Acho que ele tem razão. Tudo mudou em uma velocidade espantosa, menos o jeito de ensinar. Estamos esperando há tempos uma mudança significativa na técnica de ensino, que faça o aluno aprender por prazer e não por obrigação. Quem sabe isso seja possível quando a interatividade chegar à sala de aula.






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