sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Caixinha

A caixinha encima da mesa segredava ternas lembranças
Encontrava-se sempre estática!Mostrando-se disponível ao queixume e vontade alheia
A felicidade transcendia a qualquer sinal de interação
Ela se abria, acolhendo com sorrisos e palavras toda investida de aproximação
E pensava precisar daquele calor
Desejando sempre mais
Mas a dor incontrolável que sentia
A angústia de não ser compreendida
A solidão de dias tenebrosos
Isso ela não suportava
E se desfez em mil pedaços
E transformou-se em uma estrela de mil pontas
Clariciando em um momento eterno.

sábado, 25 de setembro de 2010

...

Não restou saudade. Não existe melancolia. Não há mais nada a ser feito.
Acabou! Não podemos recomeçar, reconstruir, refazer.
De todas as maneiras, de todos os caminhos e destinos esse era o mais improvável.
Quando se ama a eternidade é tão palpável, ainda a sinto entre os dedos, hoje o que me é estranho invade meu ser.
E já não sinto medo,
E já não sinto dor,
E já não há dúvidas,
A vida me impulsiona a seguir
Tenho crio força
Tenho sinto desejo
A brisa me acaricia, esse é o momento exato, meu suspiro é de alivio.
Até a próxima, quem sabe nos encontramos.