sábado, 26 de setembro de 2009

Dúvidas sobre verdades

Realidade... palavrinha de significado complexo e enigmático. Às vezes, temos a plena certeza de conhecê-la bem, e tão bem, que nos julgamos capazes de defini-la com maestria. Os olhos de quem vê sempre se distancia do que é mostrado. Cores, sons, aromas passam por uma sutil seleção, onde enxergamos e sentimos só o que nos interessa, ou o que conseguimos captar.

Mesmo assim, nos enchemos de uma incompreensível segurança quando expomos nossas certezas sobre o mundo. E afirmamos que diante dos nossos olhos está a realidade. Simples, desnuda e palpável. Ela, entretanto, adquire nuanças múltiplas, formas variadas, em uma eterna dança que fascina o olhar inquieto, curioso, centrado, distraído, apaixonado.

O cenário que encaramos se confunde com as percepções que construímos de nós mesmo. E nesse jogo de significados o conceito de real encontra-se multifacetado, sendo difícil distinguir quando as emoções e paixões humanas interferem diretamente na nossa avaliação do mundo, do real.

Nesse momento, surge a indagação. O real existe, ou é constituído diferentemente por cada individuo?! Se o meu olhar se depara com um espaço diferente do olhar do outro, essa desconexão faz com que cada um tenha uma certeza sobre um todo por diferentes aspectos. E assim sendo, a verdade absoluta se dilui com o chegar de novas descobertas, com um outro olhar.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Jamais serei a mesma.

Nem sei por que agiu assim, se no final perdeu o que já tinhas conquistado e acabou não ganhando o que sempre almejou. Hoje cada gesto e palavra fazem sentindo. Quando tudo passa o raciocínio parece lógico.

Tenho pensado a respeito dos sentimentos, do amor; da raiva; da ira; do perdão. Em quantos mil pedaços a confiança pode ser quebrada?! Ela, ao contrário dos outros, não é cíclica; não se refaz após algum tempo. O que foi perdido, o foi para sempre.

E os momentos de reflexão e desabafo, de uma alma insegura, transformaram-se em armas e escudos. O peso de ser o que é rasga a carne daquele que já não pode mais suportar. Procura desesperado por alguém, e é fácil encontrar, é só olhar direito. O som do cristal chegando ao chão faz sofrer quem acreditava. Foi o que restaram... cacos.